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23/05/2017 / Paulo Wainberg

A lógica do paradoxo

Lula, Dilma e o PT estão falando a verdade.
Os outros estão mentindo.
Eu pertenço aos outros.
Logo, estou mentindo.

Temer, Pmdb, Psdb e outros estão falando a verdade.
Os outros estão mentindo.
Eu pertenço aos outros.
Logo, estou mentindo.

Como se vê, a lógica não falha. Há um imensurável manancial de mentirosos neste país, todos com o propósito único de prejudicar politicamente nossos mais expressivos políticos, para que, através das mentiras, sejam prejudicados em seus interesses eleitorais.

Temos que aceitar tais fatos sob pena de falirmos a nossa política e termos de reconhecer o fato de serem nossas instituições, isto é, os Três Poderes da Repúblicas, corruptoras e corruptas o que é inaceitável na democracia e no Estado de Direito.

Para melhor entendimento, o raciocínio oposto ficaria assim:
Lula, Dilma e o PT estão mentindo.
Os outros estão falando a verdade.
Eu pertenço aos outros.
Logo, estou falando a verdade.

Temer, o Pmdb e o Psdb estão mentindo.
Os outros estão falando a verdade.
Eu pertenço aos outros.
Logo, estou falando a verdade.

Este é o raciocínio inaceitável, o que levaria nossos líderes, nosso Congresso e nosso Judiciário ao fundo do poço, local onde costumam se encontrar as podridões, a nojeira, a falsa impunidade e a riqueza obtida de forma ilícita.

Não estou aqui para pedir a sua opinião, muito menos o seus delírio. Pense e sinta como melhor lhe aprouver e vá dizendo barbaridades por aí, sobretudo sobre assuntos que você não entende nem pretende entender.
Eu, por minha vez, vou dizer o que penso, mesmo que ninguém tenha me perguntado e, sobretudo, não está minimamente interessado.
Acho que o Brasil está vivendo o pior paradoxo que um país pode enfrentar: Todos mentem e todos dizem a verdade.
Ao mesmo tempo.
Todos tem razão e ninguém tem razão. Ao mesmo tempo.
Todos lucraram e todos perderam. Ao mesmo tempo.
É aí que você, o único que está lendo este longo texto, iria me perguntar: – Mas como isto é possível?
E então eu responderia, de forma altaneira, descomprometida e honesta: – Não sei.
Mas de uma coisa eu sei – e não é privilégio meu, todos sabem – e que talvez seja a origem desse inexplicável paradoxo: Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são CORRUPTORES, na medida em que oferecem um manancial de privilégios aos seus membros. Para demonstrar, apenas dois exemplos: passagens aéreas de graça e auxílio moradia.
Seguindo a lógica, quem ingressar num desses três Poderes já está sendo corrompido pelas vantagens das quais serão beneficiários e irão usufruindo ao longo dos anos de inclusão. Corrompidos ‘legalmente’, nada mais simples do que se corromperem a rodo que, ao fim e ao cabo, acontece.
Como não estou aqui para convencer ninguém, nem mesmo você, o único que está me lendo, vou parando por aqui e com uma única certeza que, de certa forma me apavora: Nenhuma democracia é boa quando suas instituições são corruptoras e corruptas.

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10/05/2017 / Paulo Wainberg

Ausente

Entre nós falta uma crase.

02/05/2017 / Paulo Wainberg

STF

Supremo Tribunal Federal onde os dilemas de interesse nacional são resolvidos em esquemas de fundo de quintal.

20/04/2017 / Paulo Wainberg

Amor?

Amor, essa coisa tola que se transforma em horror e nos esfola.

20/04/2017 / Paulo Wainberg

Para uma nova Democracia

Esta educativa coluna jamais deixa de investigar profundamente as grandes questões da Humanidade. Nosso esforço é contínuo, não tergiversamos nem transigimos com a verdade.

Sendo assim fomos pesquisar, nos alvores da Democracia praticada no Ágora da antiga Grécia no intuito de descobrir o que, afinal, deu errado nessa forma de governo tida, pela Civilização culta, como a menos pior dentre todas as outras possíveis.

E, finalmente, descobrimos a resposta, localizamos a verdade e temos as condições necessárias para oferecer a solução definitiva para todos os problemas da Democracia.

Como se sabe, o princípio democrático cultivado e sempre adotado é o de que a maioria vence, quando se trata das decisões essenciais, seja nos âmbitos governamentais, seja nos âmbitos privados da sociedade civil.

E nisto reside o erro pois houve quem disse, e disse muito bem, que toda unanimidade é burra e (acrescento eu) toda a maioria é inconsequente.

Ipso facto, solucionamos o dilema oferecendo a alternativa jamais antes cogitada, neste país ou em qualquer outro. Estabelecemos que a forma democrática perfeita para as decisões consiste na vitória das minorias.

As maiorias serão derrotadas e as minorias serão vitoriosas.

Para que a solução não fique no plano apenas das ideias, oferecemos um exemplo prático do funcionamento do novo sistema democrático.

Imaginemos o congresso brasileiro, formado pelos (argh) senadores e pelos (eca) deputados federais.

A proposta em discussão é a anistia geral e irrestrita, a criminalização da Lava Jato e o voto em lista puro e simples.

A grande maioria é a favor e a minoria é contra.

No novo modelo, a minoria vencerá e nenhuma dessas propostas será aprovado.

O que fazem então nossos (putz) congressistas?

Simples, mudam de lado, aderem a minoria em quantidade suficiente para que a antes maioria torne-se, subitamente minoria.

Posta a proposta em votação, quem antes era minoria e agora é maioria, vota contra.

A maioria, que agora é minoria, vota a favor.

E assim, dentro da legalidade, com respeito às Instituições, à Ordem Jurídica e ao Estado de Direito, as propostas são aprovadas pelo minoria, transformam-se em lei de efeito imediato e, graças a Deus, cumpriu-se a Lei.

Nessa Democracia ideal, sempre que quisermos algo, devemos apoiar inicialmente a maioria que, rapidamente se transforma em minoria e votará a nossa favor.

E os ideais de nossos (que asco) políticos, sempre voltados para o bem estar da Nação e suas corporações, será plenamente atingido eis que estão eles, integrantes do corrupto congresso nacional, vocacionados para obter as próprias vantagens que, endemicamente as Grandes Instituições Nacionais, O Poder Executivo, O Poder Legislativo e o Poder Judiciário generosamente oferecem, a começar pelo direito a passagens aéreas de graça, moradia de graça, auxílios, carros, presentes e, por que não dizer, dinheiro para a alimentação e a terminar numa grande festa palaciana repleta de tudo do bom e do melhor e que, democraticamente, o povo brasileiro paga com desvelo e prazer.

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18/03/2017 / Paulo Wainberg

Perigos

Não há, na Natureza, nada mais terrível e perigoso do que a mente humana.

15/03/2017 / Paulo Wainberg

Perdão

PERDÃO, coisa que só existe para quem acredita em religião.

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