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09/02/2016 / Paulo Wainberg

Idas e vindas

Porque foste chegando, sorrindo de lado e falando baixinho

No meu ouvido.

Me fizeste acender, bem lá dentro de mim, um antigo fogo

Adormecido.

Porque me permitiste encostar minha perna

Na tua.

Minhas mãos apertaram, firmes e severas

Tua cintura.

Eu que andava tão triste, olhei nos teus olhos

Sorrindo.

Minha boca na tua foi sentir tua língua

Se abrindo.

Tu te desvencilhaste sem pressa

E com ternura

Caminhaste elegante como as borboletas

Na lua.

E nunca mais voltaste, eras mesmo

Da rua.

 

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