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27/10/2015 / Paulo Wainberg

Solução

Passava os dias aterrorizado, fugindo e se escondendo de capangas de agiotas a quem devia muito dinheiro, gasto em apostas nas corridas.

As ruas são mais eficientes do que qualquer instrumento, no que tange às informações subterrâneas e ele sabia que, onde estivesse, alguém avisaria os assassinos.

Andava pelos vãos dos edifícios, dormia em bancos de pontos de ônibus ou, quando tinha sorte, em alguma cama imunda de um quarto imundo, ao lado de homens imundos em alguma pensão imunda.

Se medo era tanto, seu pavor assim imenso que todo o seu corpo tremia sem parar, mal conseguia fumar um toco de cigarro recolhido na sarjeta e se alimentava de cascas de frutos recolhidas nas latas de lixo.

Certa manhã viu-se encurralado. Dois homens armados, num beco.

Implorou pela vida, jurou o que podia jurar, prometeu o que jamais cumpriria.

De nada adiantou, um dos homens apontou para sua cabeça e disparou.

Imediatamente seu medo sumiu.

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