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20/10/2015 / Paulo Wainberg

Enfoques

Quando olho as estrelas e sinto minha insignificância diante do Universo infinito, dou risada da frase tantas mil vezes repetida e também do erro de foco desse sentimento.

O Universo é quem deve sentir-se grato por ter quem o admire, de que adiantaria tamanha grandeza sem ninguém a admirá-la?

Imediatamente mudo o foco e sinto o quanto significo para o Universo, o tamanho de minha importância para ele que se valoriza cada vez que eu e milhares nos pomos a admirar sua estética.

Penso em quanto valeria, em dólares, um Universo, que é o que se costuma pensar diante de uma obra de arte famosa.

Porque nada que seres humanos produziram supera, em termos de estética, a beleza do Universo.

É então que desvio meu olhar das estrelas e olho para as minhas coisinhas, que eu gosto e admiro, e muitas outras que já deveria ter posto fora há muito.

E sinto-me o próprio Universo, com poder de ter, manter e me desfazer de coisas, assim como ele, o Universo, se desfaz de planetas e estrelas, quando não se interessa mais por elas.

Faço um exercício de desviar os olhos rapidamente, das estrelas para as minhas coisinhas e sem chegar a nenhuma conclusão, vou tomar um café com adoçante e cuidar da minha vida, o que resta a fazer.

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