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05/08/2015 / Paulo Wainberg

Lágrimas da chuva

De quem serão as lágrimas cujas gotas batem na janela do meu quarto, despertando meu sono e acordando meu sonho?

Chove lá fora e percebo que as lágrimas que me fizeram acordar pingam no meu coração, aqui dentro, onde o espaço do amor se dissipou e o vazio amargo do abandono jamais será preenchido.

São lágrimas de chuva na janela, são lágrimas de tristeza no meu coração, lágrimas, lágrimas que inundam, mas não lavam, que limpam, mas não curam, que gelam, mas não refrescam.

As lágrimas dos olhos, estas não caem mais, tão secas estão as pupilas de tanto olhar para dentro, vendo apenas a imaginação e vertendo saudades, pupilas que não se dilatam nem mesmo quando deliram.

Tento voltar ao sono e ao sonho e não consigo, tamanho barulho fazem as lágrimas da chuva, tão ensurdecedoras são as lágrimas da alma.

Resta-me padecer diante da janela, olhando a enchente de lágrimas do céu correndo sarjeta abaixo, rumo ao esgoto.

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