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25/02/2015 / Paulo Wainberg

É do Brasil!

Lula participou, nesta terça-feira, de um ‘ato de defesa da Petrobrás’.

Defesa? Quem está ameaçando a Petrobrás? De quem ela precisa se defender? Quais são os inimigos terríveis que exigem um ato de defesa com a presença e participação do principal líder do PT no País?

Não é o PT que manda e desmanda na Petrobrás? Não é o PT quem administra, controla, promove, investe, negocia, compra e vende produtos, realiza obras, adquire empresas, atua no Brasil e no exterior?

Não é a Petrobrás uma estatal, a maior, totalmente aparelhada por membros do PT e de seus aliados da ‘base política’, do mais humilde funcionário até os membros do Conselho de Administração, a Presidência e a totalidade da Diretoria?

Por que razão entende o PT, através de seu máximo representante, o ex-presidente Lula, precisa ser defendida? De qual iminente ataque à empresa como instituição nacional?

Serão os americanos, esses eternos inimigos que viram milhões de acionistas prejudicados pela Petrobrás e que agora querem indenizações, devido aos atos de suas diretorias?

Serão os acionistas brasileiros que viram a maior empresa estatal do Brasil virar caso de polícia e temem por seus investimentos e seus recursos, cegamente entregues à administração do PT?

Os venezuelanos e bolivianos? Os árabes? A OPEP, se é que ela ainda existe?

Ou, talvez, o Fernando Henrique Cardoso e sua corja, de olho na mamata e querendo recuperá-la?

Ou será a Presidente Dilma Roussef, sucessora de Lula, ex-presidente do Conselho de Administração e ex- ministra da Casa Civil?

Estarão as hordas enfurecidas querendo destruir a Petrobrás, levá-la à falência ou, pior de todas as hipóteses, dar um jeito nas coisas e acabar com os horríveis mal feitos, famoso eufemismo dilmiano para evitar a palavra corrupção?

Confesso que estas dúvidas estão tirando meu sono, já é madrugada e não consigo dormir, imaginando qual terrível monstro vai transformar a Petrobrás em sucata para revenda em montadoras de fundo de quintal.

A ameaça deve existir, ou Lula não iria lá defendê-la, com bravura, coragem e honra, vestindo sua impoluta armadura de cavaleiro, lança da Justiça empunhada com vigor.

Talvez, se um dia ele nos contar, possamos até aplaudir a valentia.

Enquanto isto, tudo parece não mais do que uma bravata retórica, ufanismo galvãobuenístico berrando é do Brasil, é do Brasil.

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