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14/10/2014 / Paulo Wainberg

Eterna batalha

Não existe tempo suficiente para queixar-me da vida, seria necessária uma outra. O que me intriga e me definha é esse ser interno, um personagem doentio que me acomete e impede que me cure dessa dor, da amargura e da tristeza.

Ele é traiçoeiro e surge justamente quando estou alegre, contente e feliz. Insinua-se – me parece – da barriga para cima, trucidando meu peito e chegando à minha mente como um verme pastoso, réptil asqueroso que envolve meus pensamentos e emoções e, com sádica lentidão, aperta, aperta, aperta.

A vida me dá muito trabalho para estar sempre atento, em guarda, vigiando o ser maligno, atitude que mantenho quase sempre, mas tem vezes que me distraio e lá vem ele que, quando começa, não tenho jeito de estancar.

Eu seria muito louco se vivesse me queixando, por isto, quando estou esmagado por ele, uso minhas armas secretas, vou desatando um por um os nós que ele me impinge e, quando me sinto novamente solto, empurro tudo para baixo, na esperança de expeli-lo com as coisas que me corpo expele.

Porem, ainda não consegui.

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