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29/07/2014 / Paulo Wainberg

Sionismo e judaismo: uma reflexão

Theodor Herzl, judeu austro-hungaro, apesar de sofrer perseguições antissemitas, era um judeu assimilado apaixonado pelo jornalismo, percorrendo as cidades da Europa e tendo contato direto com o antissemitismo excludente em vários países.

Por ocasião do julgamento de caso Dreyfus, durante o qual o antissemitismo francês manifestou-se com força e sem pejo, Herzl percebeu que na França, na Austria, Polônia e Russia e, de um modo geral, nos países em que os judeus viviam após a última diáspora, percebeu, repito, que somente a criação de um estado nacional judaico daria ao povo judeu segurança e paz para viver.

Isto aconteceu no século XIX, muito antes de eclodir o nazismo na Alemanha.

Criou então o movimento denominado Sionismo, que consistia em angariar fundos para enviar os judeus para a Palestina e para ADQUIRIR e PAGAR terras de árabes que lá habitavam, o que de fato aconteceu.

Os primeiros kibutz que se criaram em Israel foram comprados pelo movimento sionista e os árabes que venderam as terras foram total e muito bem remunerados.

Não houve invasão, ocupação ou qualquer forma de violência, no movimento sionista criado por Theodor Herzl.

A palavra sionismo foi deturpada a partir da partilha feita pela ONU, em 1947, criando o Estado de Israel e o Estado Palestino. Os judeus que lá moravam nessa época, era proprietários por aquisição legítima das áreas que ocupavam.

A resistência árabe (que se manifestou através de um ataque maciço de todas as nações árabes, no dia seguinte à declaração de independência do Estado de Israel, amplamente apoiada pelas esquerdas lideradas pela URSS apenas porque os Estados Unidos apoiaram o novo país, aliada ao antissemitismo tradicional e institucional dos países europeus, apesar do Holocausto, passaram a utilizar a palavra sionismo como sinônimo de judaismo e, através da mídia e da opinião pública internacionais, aderiram ao sinônimo que se repete até nos dias de hoje.

O Sionismo, como movimento político, quase inexiste nos dias atuais, Israel é um país estabelecido e democrático, com todos os ingredientes (bons e ruins) das democracias no mundo.

Nos dias atuais, acusar alguém de sionista é acusá-lo de ser judeu, e nenhuma expressão do antissemitismo é acusar alguém de ser judeu, porque está implícito no conceito moderno equivocado de sionista a sinonímia de judeu.

Acabar com o sionismo, pois, significa acabar com os judeus.

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