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08/07/2014 / Paulo Wainberg

Quanta inveja

Quanta inveja sinto dos que acordam de manhã sentindo apenas coisas boas.

Dos que não pensam e vão logo fazer o que precisam.

Dos que não se incomodam e quando se incomodam resolvem o incômodo pensando em outra coisa.

Dos que, mesmo querendo ser outra coisa, vão levando do jeito que dá e não sofrem.

Dos que sempre têm ânimo, dormem e acordam na mesma hora e só recordam dos  bons sonhos.

Dos que estão sempre dispostos e disponíveis.

Dos que, para quem, a preguiça é uma gostosura.

Dos que vibram quando se apaixonam e se desapaixonam para, novamente, se apaixonar.

Dos que fazem economia e sempre têm dinheiro para gastar.

Dos que amam seus bisavós, trisavós, tataravós e sempre festejam os aniversários de seus falecidos pais.

Dos que nunca brigam e, se brigam, logo fazem as pazes.

Dos que morrem como adormecem, sem pensamentos negativos, terrores noturnos e amores soturnos.

Dos que morrem e deixam saudades imorredouras em seus entes queridos.

Sim, eu carrego tanta inveja em mim que sequer cogito de ser uma pessoa assim.

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