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14/04/2014 / Paulo Wainberg

Sorvete? Não. Solerte.

Cara! Eu queria escrever um poema,

daqueles de cinema ou, no mínimo,

que fosse de capa dura,

fingindo ser literatura,

que o verso fosse candente

e a estrofe eloquente,

qual um discurso viril,

um enxame varonil

que fosse um entre tantos mil.

 

Malandro! Eu queria escrever um verso,

Daqueles de reverso ou, no mínimo,,

que fosse literatura,

num festival de leitura,

que o verso pra frente

Sai daí que atrás vem gente,

Uma avalanche senil,

coisa igual jamais se viu.

 

Meu chapa! Eu queria escrever a ode

Daquelas de quem não liga e fode

Com a caricatura

e a frescura,

de poemas e versos inúteis,

Que chacinam vidas fúteis,

Numa revanche varonil

das belas tarde de abril

E quem não se ligou no estilo

que curta seu bolor,

Não sou de comprar a quilo

quarenta quilos de amor

 

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