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07/04/2014 / Paulo Wainberg

Palavrões e negativismo, uma poética

Dobrei à esquerda, contrariando a seta que mandava dobrar à direita. Sou um convicto, à direita não vou nem no trânsito. Convicto, eu? Estou, por acaso, transformando o mundo desobedecendo um sinal de trânsito?

Não, claro que não. Dobrei à esquerda porque não vi a seta que mandava dobrar à direita.

Assim nascem as teses. E morrem também.

Num mundo tão delicado como o nosso, tão aberto, transparente e filho da puta, mandemos as ideologias para a puta que as pariu e deitemos, barriga para cima, aproveitando o calorzinho do meio-dia e cuidando aquela mina que nos interessa, aquele cara que nos interessa, um caderno tapando os olhos e um bigode de ice-cream daqueles de não botar defeito.

E depois, só para contrariar, calce os sapatos, tire as luvas e vá tomar no olho do seu cu.

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