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20/01/2014 / Paulo Wainberg

Reflexões e conceitos

Quando os homens ousam interpretar Deus afetam apenas outros homens, pois Deus não existe para confirmar ou desmentir o que os homens dizem. Deus existe para que o Universo exista e para que tudo o que pertença ao Universo seja, igualmente, Universo. O Homem é parte do Universo, nem superior a ele, nem à parte dele, não é seu crítico, não é seu modificador, não é seu julgador. Porque, se fosse, Deus não existiria, portanto o Universo não existiria.

O Homem é violento, destrutivo, amoroso, criativo, bondoso, malvado porque esses são atributos do Universo, e apenas graças à razão (consciência) humana, esses predicados possuem os nomes que possuem. E graças às emoções, os humanos reduzem o Universo à sua própria significância, como se a existência fosse apenas o que os sentidos humanos são capazes de perceber.

As superstições, as religiões e as tradições impedem a humanidade de ser plenamente feliz, graças a elas seus dependentes, adeptos e seguidores querem ser como acham que a Humanidade era há cinco mil, dois mil, mil, cem, cinquenta e até mesmo um ano atrás.

A superstição é produto do medo, o medo é produto da consciência do desconhecimento que, por sua vez, é produto das emoções humanas.

A superstição cria mitos surreais, como sorte e azar, faz isto como se fosse possível modificar o que já aconteceu e como se fosse possível impedir o que vai acontecer.

O medo do azar e a ambição pela sorte criam os deuses humanos, pregados, reverenciados e difundidos por seres humanos ávidos, ávidos de poder e glória, acreditando em textos escritos quando a humanidade estava no mais primitivo estágio da ignorância: As religiões.

As tradições exigem pensamentos, comportamentos e interações imutáveis, cada grupo repetindo o que fizeram seus antepassados e lutando literalmente até a morte para que a sua tradição prevaleça sobre as demais.

Daí as guerras, as perseguições, as discriminações, as tragédias, o sofrimento.

É assim que a Humanidade deixa de cumprir aquilo que melhor justificaria a vida, geração após geração: Ser feliz.

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