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09/01/2014 / Paulo Wainberg

Leite derramado

Nunca chore sobre o leite derramado.
Rasteje e beba tudo o que puder.
Não fique assim dilacerado
por causa do “não” de uma mulher.

Dê de cara contra a porta mal fechada.
Coce o saco, a bunda e coisa e tal.
Fuja de armadilhas traiçoeiras
Disfarçadas de roseiras no quintal.

Lembre que por toda eternidade
Tudo vem depois de antes.
Reconheça que o que é tarde agora,
foi cedo outrora.

Gaste o tempo que te sobra
Entre quatro ou cinco amantes
dispensando aquela que cobra
o colar de diamantes.

O gosto amargo do pó
Vai lembrar que és mortal.
Morres contigo… e só,
Como todos, tal e qual.

Nunca chore sobre o leite derramado
Nem esqueça que amanhã será depois
E que tamanho amor desesperado
É o riso e alegria de outros dois.

One Comment

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  1. Jahadi Leal Porto / Dez 20 2015 11:12

    Maravilha!

    Gostar

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