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15/12/2013 / Paulo Wainberg

Se você

Se você não quer pensar, não pense.

Depois não reclame, não dê vexame, rode no exame, desabe no tatame, se embuche com salame, não ame, não chame, não clame.

Após, por dias a fio, recuse o desafio, não caia no rio, a semente não abriu, você não subiu, também não caiu, não acendeu o pavio, foi no enterro do seu tio, perdeu o brio e foi o que se viu.

Se você não quer pensar, não pense.

Mas me olhe de frente, não me enfrente, de marcha a ré para frente, não fique contente, seja coerente, faça como quem mente, arranque um dente, morda uma serpente, banhe-se em óleo fervente e – é só o que lhe peço- não se lamente.

Em seguida desapareça, me esqueça, não obedeça, faça que sim com a cabeça, se desmereça, até o fim emagreça, nada me peça, nada me ofereça, faça que não com a cabeça, com ar de indiferença, olhar de quem não pensa.

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