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05/12/2013 / Paulo Wainberg

Poemática mensalista, fanática e calculista

Quando janeiro chegou, comi um cordeiro sem cheiro, fagueiro e brejeiro.

Quando fevereiro chegou, comi um padeiro, fagueiro e macumbeiro.

Quando março chegou, comi um almaço recheado com cadarço. Picasso.

Quando abril chegou, como um índio varonil, senil e a puta que o pariu.

Quando junho chegou, comi um rascunho de um artista catalunho.

Quando julho chegou, comi um bagulho, um Julio e um entulho.

Quando agosto chegou,comi um desgosto, um caroço e um sem gosto.

Quando setembro chegou, comi um coendro ao molho de reverendo e juro que não lembro.

Quando outubro chegou, comi um coturno, um coturno e um deslumbro.

Quando novembro chegou, comi um remendo, um coendro e um membro.

Quando dezembro chegou, comi teu pai, tua mãe, tua tia, tua irmã, um reverendo e toda tua família.

 

 

 

 

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