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12/10/2013 / Paulo Wainberg

Samba sem prelúdio e sem uma nota só

( 26/06/2008)

 

Foi sentado na poltrona

Que lembrei daquela dona

Que eu gostava de atracar.

E não era pouca coisa

O que eu fazia com ela,

Na cozinha, no banheiro,

Na varanda e na janela.

Sarabadinadubumdadá.

 

Por onde andará a senhora

Que há tanto se foi embora

Deslizando porta afora

Qual lagarto ou outro réptil

Me deixando na mão

Descascando uma banana

Só porque numa semana

Sem motivo ou sem razão

Sofri disfunção erétil?

Yes, sofri disfunção erétil

Yes, sofri disfunção erétil

Yes, sofri disfunção erétil

 

Ela era tri gostosa

Loira, macia e cheirosa,

Adorava um mexemexe

E depois muito gulosa,

Comia peixe ao escabeche.

Ao escabeche, yé yé yé

Ao escabeche yé yé yé.

Ao escabeche yé yé yé

 

Naquelas tardes fagueiras

Sob a sombra das figueiras

Fazíamos coisas faceiras

E convocamos pra festa

Mil gentis jardineiras

Oh yeah!

Mil gentis jardineiras

Oh yeah!

Que largavam o gadanho

E nuas, apesar do frio,

Se jogavam no rio,

Pra tomar banho.

Oh yeah!

 

Aquela dona e eu

Deu no que deu.

Entre coxas sussurrando

Um dia ela escafedeu

Me deixou cana chupando,

Batendo córner e cabeceando

E, ó desespero meu,

Assobiando.

Pararatimbumbumbum, assobiando.

Pararatimbumbumbum, assobiando

Pararatimbumbumbum, assobiando

 

DIZ,DIZ,DIZ,DIZ, meu povo.

É a escola na avenida, diz,diz,diz.

 

Saí da poltrona e fui para o sofá

Que fica do lado de lá,

Si, dó, ré, mi

Pensando naquela dona

Mulher de verdade era aquela

Amélia era lixo perto dela

Fechei os olhos mas não dormi

Por causa de um raio de Sol

Que entrou por uma fresta na janela

Onde os trapos pendurados…

E vamos ao que resta,

Amor.

 

Zazazazibar, óu yes, zazazazibar, óu yes.

 

Se eu soubesse naquele dia

O que sei agora,

Que brochar é disfunção erétil,

E se resolve com viagra,

Não tinha perdido a magra

Ela não teria ido embora

E eu estaria feliz

Na saudosa maloca,

Comendo perdiz

A cuca livre de minhoca

E, dá licença de contar,

Ziriguidum, ú, ziriguidum, ú, ziriguidum, ú

Cheio de amor pra dar.

Ziriguidum, ú, ziriguidum, ú, ziriguidum, ú

 

Refrão:

Paroxitonamente falando,

Foi de lascar

(repete)

 

E hoje eu sofro somente porque

Ela foi fazer o que eu não quis:

A segunda antes da primeira e

Antes da segunda, a terceira.

 

E quem duvidar que murcho

Não rima com bruxo

Que mate a cobra

Ou qualquer outro animal

Mas antes, mostre o pau.

Eu não farei como ela,

Ó não, eu não farei como ela,

Não rirei na sua cara

Nem que enfie a minha na tramela

E lhe direi, compreensivo,

Que isso não é coisa rara.

Laialalá lalaialalialá

 

Mas ela,

Impudica donzela,

Tripudiou, sapateou, esgravitou

Passou a língua nos lábios

Como se fossem os de mil fábios

E gargalhou.

Ledo engano,

Abandonou-me como um pano

Em algum canto do jardim,

E se foi, fria e flanando

Pela noite com as amigas

Ouvindo canções antigas.

Nunca mais lembrou de mim.

Uou, uou, uou, nunca mais lembrou de mim,

Uou, uou, uou, nunca mais lembrou de mim.

Uou, uou, uou, nunca mais lembrou de mim.

 

(Volta ao início)

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