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26/08/2013 / Paulo Wainberg

O Tempo

Do zero aos cinco anos o tempo é uma fantasia, uma fruição, um eterno descobrir.

Dos cinco aos dez anos o tempo é uma avanço, identificações se produzem, escolhas se definem, personalidades se ajustam.

Dos dez aos quinze anos o tempo passa lentamente rápido, o sexo está em todas e o prazer só é atrapalhado pelas notas do colégio.

Dos quinze aos vinte anos, o tempo é sinônimo de eternidade, adquirir independência é um sonho distante e tudo é complicado, os dias são longos, as noites vazias e amores fulminantes recrudescem.

Dos vinte aos quarenta anos o tempo é fulminante e é tudo de bom, a vida se organiza e mal percebemos que jamais seres iguais.

Dos quarenta aos sessenta anos o tempo é como um raio, entre o relâmpago e a trovoada poucos segundos e tudo que antes parecia, agora não parece.

Dos sessenta aos setenta anos o tempo é menos do que um segundo, mal começa e já terminou.

Dos setenta anos em diante o tempo diminui a velocidade, fica lento, mais lento, cada vez mais lento até que um dia, sem aviso prévio, fundo de garantia e direito a horas extras, para de passar.

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