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30/07/2013 / Paulo Wainberg

Vazios vazios

Quando o Vazio está vazio não há com que preenchê-lo. O Vazio vazio é o oco da morte, o vácuo da existência, o fim terminal onde não existe consciência, muito menos inconsciente, ego e super-ego. O Vazio vazio é a prova de que o Vazio sempre contém alguma coisa, antes de esvaziar, nem que seja um respiração suave, um recordar distante, a semente de uma pitanga ou um restinho de picanha. Mas quando esvazia o Vazio, não há oração que o ocupe nem frases feitas que o modifiquem. Vazios vazios são os desvios finais para labirintos do vazio do Vazio, nos quais não há o que perder nem há o que encontrar. Existem Vazios e vazios e quando o vazio esvazia o Vazio é a morte inevitável e redundante assim como o Vazio vazio. O Universo é repleto de vazios que o movem rumo ao Vazio vazio, a inominável implosão de todos os vazios, afinal o Vazio final.

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