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04/07/2013 / Paulo Wainberg

Solitária

Solitária, a solitária buscou companhia no intestino que habitava. Delgado e fino, nada encontrou e moveu-se pela lava, rumo ao encontro cego.

Seu destino solitário e sua sina solitária  eram, definitivamente, entrar pelo cano e dele sair sem apoio sem arrego.

Não deu outra, no turbilhão da corja desesperada, morreu afogado nas águas insensíveis da privada.

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