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27/06/2013 / Paulo Wainberg

Real realidade

Na noite fria, no bar quase vazio, o Poeta declama e reclama que seu copo está vazio.

Perdido no tempo das ilusões passadas, o Poeta é uma sombra do seu reflexo nas paredes esburacadas, desde o dia em que o amor devorou-lhe as mágoas, secou-lhe as lágrimas e tomou-lhe as rimas perfeitas, fazendo do poema um cortejo sem graça, sem desejo.

O poeta sem pose faz um sinal pedindo outra dose e entoa a lira num canto terminal:

– Salve-me quem puder, quero mais um uísque, duplo para render, abaixo a poesia que já não alivia meu mal, meu mal teu nome é mulher.

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