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11/06/2013 / Paulo Wainberg

Quando

Quando o coração é uma lua crescente ele arde, de manhã e de tarde e, à noite, maltrata seu dono tirando-lhe o sono deixando um sonho acordado, sua marca registrada, com o homem amado, com a mulher amada.

 

Quando o coração é uma lua cheia vira sol vinte e quatro horas por dia, de poesia, fantasia, amor, paixão, entupindo a veia da nostalgia, fustigando o sono de seu dono com mares azuis, coração de lua cheia é todo prosa, ela graciosa, ele fogoso, afundando na delícia dos encontros mis.

 

Quando o coração é lua minguante o amor fica distante, mas só num instante, o sono de seu dono é de saudade, faz como os profetas que ocultam sua visão, faz como os poetas que rolam bêbados pelo chão.

 

Quando o coração é lua nova é fora de questão, o amor se renova no sono do seu dono, como a amada dançando o tango, como o amado dançando o bolero, como os dois, embriagados de paixão, trocam suas juras futuras, fazem seus jogos e engôdos, tocam-se os tornozelos, os cotovelos e se amam sob um samba-canção.

 

 

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One Comment

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  1. Liana / Jun 13 2013 19:57

    Que romântico ! Adorei ler amor e poesia sobre amados e amantes ! Estas inspirado e criativo parabens !!!!

    Gostar

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