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09/06/2013 / Paulo Wainberg

Domingo

Domingo é um dia avulso, atemporal como o inconsciente, inútil em sua utilidade e desencaixado da vida.

Domingo é como a beleza etérea da mulher especial, translúcida e transparente, tão próxima e tão intocável, tão maior do que o amor que jamais sacia, porque mal começa e já termina e, paradoxo dos paradoxos, deixa saudades.

Domingo é a véspera do clímax que não vem, interrompido pela melancolia do entardecer, carregado de inquietação, o anticlímax do dia seguinte.

Domingo é perda de tempo que não se ganhou, tempo que não se tem, domingo é perda do nada.

Domingo é a ilusão real, a alegria triste, o momento que não passa, o dia que não acaba, o lazer que não sobra e o resumo corrompido da vida que nunca se terá.

Domingo é nascimento e morte, o lado negro da véspera…

Domingo.

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One Comment

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  1. Maria Luiza Bozzetti Laviaguerre / Fev 23 2014 16:06

    Parabéns, Paulo, por mais essa crônica tão verdadeira! Sou sua fã! Tomei a liberdade de compartilhar no facebook. Um abraço e bom domingo.

    Gostar

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