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28/05/2013 / Paulo Wainberg

Beleza e tristeza

Beleza e tristeza, uma rima antagônica, afrontosa e visceral.

Há quem veja beleza na tristeza, outros assistem tristeza na beleza, eu não pertenço a esta classe.

A beleza não pode ser triste, mesmo que a tristeza queira, solerte, se infiltrar, o belo há de a espantar, colocá-la no seu devido lugar e, o devido lugar da tristeza é triste e feio.

As teorias estéticas admitem a foto de crianças famintas no conjunto geral da beleza.

Eu não. Jamais acharei uma foto dessas bela. Acharei sempre triste.

As mesmas aleivosias estéticas sugerem que um grande amor, nascente ou vivido, apesar de belo, pode ser triste.

Eu não. Um grande amor é a beleza caminhando, a beleza em movimento, a beleza se fazendo. Se nele a tristeza se instala é porque o grande amor terminou ou, por culpa dos futuros amantes, sequer se instalou.

Um grande amor possível e que não começa é triste. E feio.

Beleza e tristeza, uma rima que deveria ser proibida.

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