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24/05/2013 / Paulo Wainberg

Destino e outros rumos

Repito para quem não leu ou para quem já leu e esqueceu, que não sou supersticioso, mas não saio de casa sem ler o horóscopo, não por superstição e sim por curiosidade.

Também não acredito em pressentimentos embora os meus sempre se confirmem.

Igualmente não acredito em destino apesar de achar que todos têm o seu, eu inclusive.

Estas três não crenças possuem, cada uma, a sua história.

O horóscopo revela o que meus astros destinam para mim e para todos os de Libra, no dia de hoje. Por isto me assusto quando ele começa a me fazer perguntas, depois de uma profunda análise psicológica sobre o meu ser: “Você está diante de graves decisões. O que vai fazer sobre isto?”.

Ora, minha vida (e de todos os librianos) é estar permanentemente diante de graves decisões, caberia ao horóscopo me dizer qual a decisão melhor para mim, e não me perguntar o que vou fazer.

Isto é lapidar, na nossa opinião libriana.

É quando surge o pressentimento, a sensação de que minha decisão vai ser a errada, seja ela qual for.

Pressentir o erro é o primeiro passo para cometê-lo e se tenho uma decisão grave a tomar, pressinto o erro, vou lá e erro.

Quod erat demonstrandum.

Resultado seguinte é admitir que errar era o meu destino.

Mas de que adiante ter um destino se só vou descobri-lo quando ele já passou?

Se meu destino era o erro, alguém deveria me avisar disso antes (o horóscopo com certeza, o pressentimento nem tanto) e, eis-me aqui, cumprindo o meu destino, seguindo a linha reta pré-desenhada para mim (e para todos nós, de Libra) antes mesmo de eu saber que existia.

Como disse, não sou supersticioso e, se não conseguir evitar, nem me aflijo muito se um gato preto cruzar à minha frente. Ah, e evito passar sob escadas com a maior tranquilidade.

Sapatos virados no chão ofendem meu senso estético, só por isto os ponho na posição certa e, nas sextas-feiras treze não misturo melancia com uva, vamos que…?

Meu caso não é supersticioso, trata-se de pura precaução.

Graças ao horóscopo.

One Comment

Deixe um Comentário
  1. Carla Reverbel / Maio 24 2013 13:32

    Este foi um dos que mais gostei.
    Engraçado, também gosto de ler o horóscopo. Não leio todos os dias. Inventei de uns anos para cá que o papel do jornal me dá alergia. rs Também não acredito. Termino de ler e 5 segundos depois já esqueci. É mais como um desafio: será que a astróloga sabe mesmo o que estou vivendo? Vamos ver… Também sou de libra. Dia 1º de outubro. Realmente, um conselho que propõe opções para um libriano é uma tortura: devia constar ordens expressas (faça isto! evite aquilo!). Aí sim teria relevância para um libriano.
    Eu vivo num eterno crer ou não crer nos quesitos superstição e premonição (e vidência, quiromancia, rs). Quando se concretizam: eu creio. Tenho complexo de São Tomé, rs.
    Ah, não passo sob escadas- só se não puder evitar.

    Gostar

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