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19/05/2013 / Paulo Wainberg

Confusões

Acordei com a sensação de que não se deve culpar os outros pelos erros deles.
Ainda não entendi exatamente o que quero dizer com isto, mas se todos erramos, talvez seja mais fácil culpar o erro alheio do que nos culparmos pelos próprios.
Afinal, o erro é apenas o contrário do acerto e tanto um quanto o outro nem sempre estão certos, nem sempre estão errados.
Nesta linha de pensamento, fico ainda mais confuso ao lembrar que, através das eras, os movimentos artísticos partiram do princípio de que as artes então produzidas estavam erradas e deviam ser modificadas.
Isto significa que o certo de antes é o errado de agora, porém nem sempre. E o certo de agora será o errado de depois, talvez.
E, enquanto vou me perdendo neste labirinto ilógico, não estou culpando nada nem ninguém, apenas arrependido de não ter continuado dormindo.

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One Comment

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  1. Paulo Bentancur / Maio 22 2013 9:38

    Grande “boutade”, digna de um Kafka com humor menos expressionista. O desfecho, ah, o desfecho. Tens te mostrado mestre em desfechos.

    Gostar

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