Skip to content
11/05/2013 / Paulo Wainberg

Impressões: Budapeste

Budapeste é como um rubi. Linda, misteriosa, evocativa, romântica e melancólica.

Do lado de cá do Danúbio, Pest (Pecht, em húngaro), o lado maior, moderno e que se renova, depois do nazismo e do comunismo. O povo é muito educado, prestativo e triste de um modo geral, como quem não acredita que a liberdade vá durar muito.

Apesar da delicadeza, são rudes nos gestos, no modo de falar, uma rudeza natural que não provem de falta de educação e sim, provavelmente, da tristeza de tantas perdas, de tantos erros e de tanta rebeldia frustrada pelas bombas, tanques de guerra e invasões.

Do lado de lá do Danúbio, Buda (Buda, em húngaro), a parte alta e histórica da cidade, mais preservada e muito reconstruída, onde se encontram as torres e muralhas da Fortaleza dos Pescadores e o Palácio de Buda, local que permite uma bela vista de Pest e do Parlamento, prédio do qual muito se orgulham como o símbolo de uma democracia ainda perplexa, se ajeitando e tentando compreender os meandros do capitalismo incipiente.

Budapeste é como um rubi, uma lágrima de sangue luminosa que, ao olhar, permite pensar em tudo e qualquer coisa, imaginar e refletir, sabendo-se que nada é para sempre, mas o que foi não é fácil de esquecer.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: