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24/02/2013 / Paulo Wainberg

Crônica do dia: Papa e Yoani

O que a renúncia do Papa tem a ver coma visita de Yoani Sanchez ao Brasil?

Nada, absolutamente nada.

O Papa alegou motivos de saúde para renunciar à sua procuração divina e voltar à condição de simples ser humano. Pessoalmente aceito a explicação, não me cabe investigar outros motivos que não os alegados. Se fizesse isto estaria partindo do princípio de que o Papa é um grande mentiroso o que é até possível que seja, mas não há provas.

Dizem que escândalos na cúria teriam motivado a renúncia. Ridículo. A Igreja é um fabuloso manancial de escândalos na História, desde a pedofilia, passando pelo homossexualismo até as escandalosas artimanhas de alcova de papas, cardeais, bispos e padres, sobretudo na Idade Média quando o poder do Papa se igualava ao poder do Rei.

Acho, mesmo, que o velho integrante da juventude nazista cansou, deve sentir dor nas costas, suas sapatilhas ficam deformadas pelos joanetes, seus olhos devem estar mais fracos, os intestinos não funcionam bem e, honestamente, seu gosto para combinação de cores nunca foi o melhor.

Deixemos, pois, em paz o santo homem para que curta suas urtigas e seus urubus em algum sombrio recanto onde aguardará o fim dos tempos e morrerá tranquilo e, com um pouco de sorte, será recebido no reino dos céus, esperança que usou para consolar tantas vítimas humanas ao longo de sua jornada.

A cubana Yoani Sanchez, famosa pelos blogs e posts no twitter, veio ao Brasil pensando achar aqui a verdadeira democracia. Bem, para quem vem de Cuba, qualquer arremedo de democracia é verdadeiro, pois só quem não conhece Cuba pode achar que lá é tudo de bom.

Meu axioma ou postulado é que toda e qualquer ditadura é um regime de terror e todo e qualquer ditador é um selvagem criminoso contra a humanidade.

Não que ditaduras não promovam coisas boas, Cuba até garante aos seus cidadãos o mínimo indispensável para uma sobrevivência sem sentido, o que não é pouca coisa e que muitas democracias, a nossa principalmente, não conseguiram até hoje. Saúde, alimentação, trabalho, segurança aos bem comportados e educação sob a cartilha comunista, mas pelo menos alfabetização geral.

Os privilégios, ou seja a diversão cara, as boas roupas, as viagens, as melhores comidas e bebidas, os melhores carros, pertencem à duas classes sociais bem definidas em Cuba: Os militares e os burocratas qualificados, entre eles os ministros, os chefes de gabinete, os secretários e todos os graduados servidores do Estado.

Em matéria de vida em sociedade, Cuba não saiu dos primórdios do século XX, tecnologicamente atrasada, liberdade de pensamento, expressão e de ir e vir reprimida, direitos humanos constantemente desrespeitados e uma ditadura familiar que se perpetua com todas as  honras.

Agora, depois de muita luta, deixaram a Yoani sair de Cuba para dar uma olhadinha pelo mundo, isto é o Brasil. A primeira coisa que encantou a moça foi um tablet, coisa que nossas crianças de classe média para cima usam para brincar.

O uso político da vinda dela ao Brasil está sendo aproveitado ao máximo pela grande cúria ou curriola das instituições  brasileiras, Executivo, Legislativo e Judiciário, cada corrente apregoando o que publicamente lhes convém enquanto nas internas, todos se regozijam como fazem Fidel Castro e seus blue caps, aproveitando os privilégios e as benesses do poder.

Em ambos os casos, do Papa e da Yoani, seja lá como for, tenhamos a certeza de que não é e não será.

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