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26/12/2012 / Paulo Wainberg

Sob protesto

Terminou o natal e pronto, ninguém mais deseja feliz natal. Se todos os desejos, ditos, expressos ou escritos, se realizassem, haveria um dia, pelo menos um, em que todos seriam felizes. O bom do natal é que ano que vem tem outro, ao contrário dos aniversários, que nunca se sabe. Agora vem o ano novo que, novamente, recebe os desejos da felicidade. Muito bom isso. Notável a necessidade que temos de datas para desejar felicidade ao outro. Se o desejo fosse sincero, talvez até se conseguisse, mas por trás de cada desejo de felicidade alheia, está o nosso desejo de conseguir a própria felicidade. É o que acontece quando te ensinam que se fizer isto ou aquilo, será feliz. Fazemos isto ou aquilo e não somos. Peço, encarecidamente, que entendam que não estou falando em momentos alegres, momentos divertidos, momentos felizes. Estou falando em felicidade, esta demente inexistência.

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