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14/12/2012 / Paulo Wainberg

Heresia natalina

Vinham lá os reis magos,

Coçando os bagos,

Quando no céu uma luz brilhante

Anunciou a explosão de uma estrela distante.

Olharam para a luz e calcularam,

Com precisão matemática

Que quase ninguém tem,

Que aquela luz sintomática

Apontava para Belém.

Belchior, Baltazar e Gaspar

Pegaram incenso, ouro e mirra

E anunciaram ao deputado,

Dono do time onde formavam a zaga,

Que não por desdouro ou birra,

Cansaço, lesão ou preguiça,

E até dispensavam a paga,

Mas não iriam encher linguiça,

Não brincavam com fogo

Nem desprezavam a fama,

Mas estavam fora do jogo

Naquele fim de semana.

Munidos de seus presentes,

Atravessaram o deserto,

Seguindo a luz de Belém.

Esqueceram dos parentes

E sabe-se lá mais quem,

Belém não ficava perto

E sequer havia estrada.

Na manjedoura sagrada,

Quase aos pés da santa cruz,

Encontraram Maria, José e um burrico,

No berço um menino nanico,

A quem chamaram Jesus.

 

 

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