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22/11/2012 / Paulo Wainberg

A alma do catavento

Comprei um catavento colorido, com uma margarida sorridente no meio, de óculos escuros representando o sol. Ele veio com uma comprida haste de metal, própria para enterrar na grama ou na terra.

Esse catavento fica numa floreira ao lado da mesa onde tomo café da manhã, no alpendre dos fundos da minha casa, com vista para o jardim e para a cidade.

Todos os dias, olho o catavento esperando que ele gire, coisa que só acontece, é óbvio, quando sopra o vento.

No início Luiza não deu muita importância, era muito pequena e já faz um ano que o catavento está lá.

Agora, todos os dias ela vai para perto de mim e, com os dedinhos, bate numa das pétalas do catavento e fica encantada com o giro.

Ela comenta que o sol está de óculos escuros, que o sol é amarelo e que ela adora o catavento.

Quando ele pára de girar, ela repete a operação algumas vezes, até cansar.

Então ela pergunta se o catavento não gira sozinho e eu respondo que sim, mas só quando o vento sopra.

E ela me diz – e quase caio da cadeira – que então o vento é a alma do catavento.

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