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12/11/2012 / Paulo Wainberg

Reino do absurdo

O Reino do Absurdo é o mais lógico dos reinos.

Nele crianças pedem moedas nas ruas e, é lógico, mal crescem param de pedir e assaltam.

No Reino do absurdo, multidões frequentam milhares de restaurantes, comem e bebem a poucos metros de vilas e favelas onde, é lógico, por falta de dinheiro, outras multidões comem mal, se é que comem.

No Reino do Absurdo políticos centenários promete soluções para a saúde enquanto, é lógico, as filas para conseguir horário nos postos de saúde são quilométricas e eles nunca viram uma.

No Reino do Absurdo proíbe-se o consumo de certos produtos, mas, é lógico, não se proíbe a fabricação deles.

No Reino do Absurdo as paixões são imensas e, é lógico, mata-se quando não são correspondidas.

O Reino do Absurdo permite que adversários políticos briguem, se ofendam e se ataquem, e, é lógico, admite-se que se unam em favor de si mesmos.

No Reino do Absurdo os milagres são possíveis, mas, é lógico, ninguém acredita quando vê um.

No Reino do Absurdo todos sabem que vão morrer, mas, é lógico, ninguém aceita.

No Reino do Absurdo promessa é dívida, mas, é lógico, ninguém paga.

No Reino do Absurdo amar é bom, mas, é lógico, quem ama sofre.

O Reino do Absurdo é tão absurdo, mas tão absurdo, que só a lógica explica.

One Comment

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  1. lista de email / Jan 9 2013 16:34

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