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09/11/2012 / Paulo Wainberg

Para lembrar

Coisas que a morte de um tio aos noventa e quatro anos, faz lembrar:

Infância, adolescência, brincadeiras, festas de família, primos-irmãos, passagens engraçadas, momentos especiais, afastamento, distância, cada um segue sua vida, encontros cada vez mais raros, uma leve alusão de vez em quando e, finalmente, o cemitério e o enterro.

A morte do meu tio, irmão de meu pai e o mais parecido, fisicamente, com ele, e o breve reencontro com alguns primos é, no fim tudo o que resta desse tio.

Eu gostava dele, mas há muito não o via nem nele pensava.

Quando me avisaram de sua morte, não foi um choque, não foi sequer uma grande perda, porque já o tinha perdido há anos, assim como tantas pessoas, ainda vivas, e que perdi há anos.

Talvez seja assim mesmo que as coisas devam acontecer, mas eu sou contra, pois todos estes que perdi há anos, também me perderam da mesma forma.

De novo, o que sobra é uma lápide e um epitáfio.

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