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08/11/2012 / Paulo Wainberg

Reino do Medo

No Reino do Medo as cores são incolores e a mais constante é o chumbo escuro.

No Reino do Medo as pessoas ameaçam, os dias são um calvário, o sono é pesadelo, despertar é desgraça e alegria é alergia.

No Reino do Medo tristeza é imperatriz, susto é bobo da corte e estômago o quartel general da angústia.

No Reino do Medo a verdade não importa e esconde-esconde é o brinquedo favorito.

Quem visita o Reino do Medo quase nunca sai de lá, preso na teia monumental sobrevoada por mil moscas varejeiras.

No Reino do Medo é impossível amar, é impossível gostar, só é possível temer.

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