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30/10/2012 / Paulo Wainberg

Feliz

Aos trinta e poucos, viveram um amor transcendente, fadado ao sofrimento porque eram ambos casados e não queriam desfazer seus lares.

Quando ele completou oitenta e cinco, se reencontraram. Ou melhor, ela foi visitá-lo no asilo onde os filhos o haviam depositado.

Os dois velhos, encolhidos e enrugados, sentados frente à frente, olharam-se longamente e então ela disse:

–  Nada mudou, o amor é o mesmo e tu és o meu homem.

Ele, então, sorriu e suspirou, de alegria e alívio, e pela primeira vez na vida morreu feliz.

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