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29/09/2012 / Paulo Wainberg

Dinheiro (11) Final

O presidente do senado brasileiro, cujo nome não cito para não suscitar revoltas pessoais, decidiu que o povo brasileiro deve pagar o imposto de renda sobre os décimos terceiro e quarto salários que nós, o povo brasileiro, já pagamos aos senadores.

Parece, é o que dizem, que houve um equívoco do pessoal da receita federal, que deixou de cobrar na época apropriada e agora, é só o que me falta, quer que os famintos senadores desembolsem a quantia!

O referido presidente da famigerada casa senatorial vem, com a cara de pau que Deus lhe deu e o bigode pintado por uma de suas incontáveis serviçais, dizer que, se a receita errou, quem tem que pagar é o Senado e não os senadores.

Tem senador aí, inspirado no ínclito presidente – que ganha mais de sessenta e cinco mil por mês, fora as vantagens, dizendo a mesma coisa e, além disso para nosso gáudio e orgulho, que não têm dinheiro para pagar a dívida.

Sejamos honesto, sejamos práticos, pode um senador não ter dinheiro para pagar o imposto de renda sobre os dois salários a mais que ganha por ano, além das férias, recessos brancos, horas extras e passagens de avião?

Pode?

Claro que pode, ora, é só o coitado ter gasto tudo em investimentos imobilizados, contas no exterior ou em bobagens, como uísque, carros para a família e mulheres em festas.

Se gastou tudo e tem ainda um mandato interminável pela frente, portanto com muitos gastos a fazer, como vai agora ser obrigado a pagar imposto de renda, coisa que é obrigação de todos os brasileiros que não são senadores?

Palavra de honra que eu entendo o drama, imagino senadores como, por exemplo, os gaúchos, um dos quais passou metade da vida no senado, fazendo discursos chorões que ninguém ouve, se ouve não dá bola, se dá bola esquece, tendo que enfrentar tal crise no osso do peito, na marra como se diz, por pura intolerância da receita federal que, evidentemente, não sabe com quem está lidando.

Sou a favor de criarmos uma associação dos amigos do senadores, entidade privada sem fins lucrativos, apenas para, em módicas mensalidades, distribuir entre os guardiães dos Estados brasileiros, criando um fundo de reserva para ocasiões como estas em que, impiedosamente, querem cobrar deles o que eles devem.

Nós. brasileiros, somos solidário na dor, na doença, na dívida e na burrice.

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