Saltar para o conteúdo
16/09/2012 / Paulo Wainberg

Poema de paixão

Possa o vento trazer os odores do teu corpo.

E os sons também.

Eu lembrarei das minhas mãos sobre os teus seios,

minhas pernas nas tuas pernas,

da tua voz, rouca e terna, pedindo:

– Me ama, me toma, me come.

 

Possa o vento passar na parede

o filme solerte das nossas tardes,

o flerte, o beijo, tuas mãos nervosas,

cinco mil arrepios, a febre dos pecados ocupando

nossos vazios e tu me pedes, a voz gotejando:

– Me chama de puta.

 

Possa o vento contar nas janelas,

as feridas da minha luta

para blindar as saudades singelas

das balelas que murmurei nos escombros,

sonhando com tuas audácias,

tua voz, macia e fêmea, confessando:

– Sou tua, toda tua, alma, puta e nua.

 

2 comentários

Deixe um Comentário
  1. Susana Freitas / Set 16 2012 14:33

    Minha alma se orgasmou no teu poema seu maluco…Maravilhoso! Como queria que o vento me mandasse Hoje com essa chuva mil poemas como esse…

    Gostar

  2. Susana Freitas / Set 16 2012 14:45

    PS Não foi só minha alma que se orgasmou

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: