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13/09/2012 / Paulo Wainberg

Sensíveis e sinceros

O ser sensível é sincero porque não pode deixar de ser. Sensibilidade é um atributo psíquico, uma qualidade humana que transcende o limite dos sentidos.

Por sermos humanos, somos mais do que instintivos e por sermos sensíveis, somos mais do que inteligentes.

Graças à sensibilidade, nos emocionamos com os fatos, até os mais corriqueiros e cotidianos. Mas não sentimos isto sempre porque nossa inteligência não permite.

A sensibilidade nos faz admirar coisas banais, como uma ave pousando num jardim, o sentimento de colaboração entre o ser humano e a natureza. Porque o jardim é por nós cultivado para que nele uma ave pouse.

Por sensibilidade, somos capazes de observar a cena com sensível comunhão e além da razão, por pura beleza e emoção, como se fosse um poema, eis que a poesia é a transcendência máxima de nossa libido.

Uma pomba, pousada no mastro da bandeira nacional, evoca o simbólico, como se disséssemos no íntimo: “Paz!”. Por isto que, por sensibilidade, choramos diante de atos de bondade e choramos diante de atos de maldade.

É a sensibilidade que nos define o que é bom e o que é ruim, o que é o Bem e o que é o Mal.

Sabemos, graças à nossa sensível humanidade a diferença entre ambos, não é necessário que uma lei, humana ou divina, nos informe.

É por nossa sensibilidade que criamos a Ética e seus imperativos, porque ela, a sensibilidade, nos obriga a sermos sinceros.

Não há como fugir, não há rota de escape, nem plano nem mistério. É apenas a Natureza fazendo as coisas como elas são, regida por lei alguma. É a sensibilidade humana que avança sobre si mesma, na busca de compreender o que realmente sentimos. E, enquanto os nossos sentidos e nossa sensibilidade tentam, perplexos, uma conciliação, a inteligência faz a sua parte, codificando, legislando e buscando, desesperada, por ordem nas coisas.

Volto à primeira frase para reafirmar que o ser sensível é um ser inevitavelmente sincero. E o que não nos deixa sermos sempre sinceros é a nossa inteligência.

4 comentários

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  1. norberto / Set 15 2012 15:09

    Na minha opinião, Deus não é um ser antropomórfico que está sentado sobre um trono em um planeta de uma longínqua galáxia, como dizia Huberto Rohdenn. Deus não pode ser definido e tampouco aprisionado por qualquer religião criada pelo homem. Creio que Deus habita no interior de cada um de nós, de cada ser vivo, e em cada ente animado ou inanimado. Compete a nós, apenas sentí-lo e descobrí-lo. Este poema sobre a sensibilidade é a manifestação dessa realidade indefinível – Deus.

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  2. Susana Freitas / Set 15 2012 15:23

    Gostei muito Paulo. Concordo.

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  3. lista de emails / Set 18 2012 13:14

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