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31/05/2012 / Paulo Wainberg

Ditos por ditos

Trato de não ser muito feliz, porque depois da bonanza, vem a tempestade.

Cuido para não comprar tudo o que gosto porque depois de sete anos de vacas gordas, vêm sete anbos de vacas magras.

Tento não me apaixonar porque paixão é fogo de palha e termina logo.

Também não amo muito, porque o amor, quando acaba, é a coisa mais triste que há.

Não guardo agulhas em casa porque, quando elas caem no palheiro, ninguém mais acha.

Preservo minha boca para poder ir à Roma.

Só uso água dura em pedra dura, porque água mole em pedra dura, fura.

Procuro querer quase nada, porque quem tudo quer, tudo perde.

Meu camelo não passa em buraco de agulha porque, como já disse, não guardo agulhas em casa.

Jamais fico entre o céu e a terra, assim minha vã filosofia tudo compreende.

Não jogo em loterias, porque corro o risco de ganhar sem o suor do meu rosto.

Quase não vivo, porque a morte está sempre à espreita.

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