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21/04/2012 / Paulo Wainberg

Essa tristeza

Ah, essa tristeza que, quando chega, transforma o branco em cinza, o amarelo em preto, o azul em pálido.

Ah, essa tristeza de não ter uma amada a quem cuidar, acariciar e observar enquanto dorme.

Ah, essa tristeza que faz dos dias um único, sempre igual, sempre igual.

Ah, essa tristeza que cria inveja de quem sai de si, olha ao redor, brilha no sol,  acaricia o mar e volta para casa contente.

Ah, essa tristeza que adoece a alma, que esconde Deus, que chora de si mesma.

Ah, essa tristeza da incompreensão, do desestímulo, da solidão.

Ah, essa tristeza, que quando surge, torna-se indesejada e fiel companheira dos dissabores, dos amores e das queixas.

Ah, essa tristeza é a coisa mais triste que já vi, tão triste que tira o sabor da alegria, impede o sonho, deforma o prazer, quem a sente, que falta de sorte, só pensa numa coisa, na morte.

One Comment

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  1. Maria Antônia Gomes Dantes de Medeiros / Mar 18 2017 16:22

    Maravilhoso seus textos, crônicas e tudo o mais…

    Gostar

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