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19/04/2012 / Paulo Wainberg

Dia do Holocausto

Onde houver um judeu, as vítimas do Holocausto nazista estão sendo lembradas, hoje.

Esta seria uma boa frase para começar este texto, entretanto poucos sobreviventes estão vivos e as gerações posteriores não viveram os anos trágicos do extermínio.

Acho que neste dia o que mais lembramos, os judeus, e devem lembrar todos os seres humanos, é que infelizmente somos capazes de produzir tamanha chacina com tanta naturalidade.

Era tanta naturalidade que os nazistas não se sentiam cruéis, para eles era só uma questão política e econômica que se resolveria com uma logística adequada.

Não havia sentimentos com o extermínio em série, tratava-se apenas de uma tarefa a cumprir, em obediência às ordens superiores.

É disto que devemos lembrar, no dia do Holocausto, que para os seres humanos, os seres humanos nada significam, desde que uma idéia ou uma ideologia requeira exterminar, para ser implantada.

Há uma diferença essencial entre Hitler e Stalin, na questão extermínio. Hitler desejava exterminar e escravizar. Stalin, por razões de ditador, perseguia e restringia direitos de judeus, dando aparência de legalidade ao tradicional antissemitismo russo.

Outros holocaustos foram e estão sendo cometidos no mundo inteiro. O que os difere do holocausto nazista é a ausência de alegada superioridade racial, o  imenso trunfo que levou o povo alemão a eleger Hitler e a seguí-lo até o fim.

Os judeus mais religiosos acreditam ser o povo escolhido por Deus, isto é, o povo que fará reinar, na Terra, a palavra de Deus.

Os nazistas acreditaram pertencer a uma raça superior, com o natural direito de exterminar as raças indesejáveis e escravizar as que lhes podiam servir.

E é assim, em nome de palavras gritadas às multidões, que holocaustos se produzem.

O dia de hoje, 19 de abril de 2012, deveria ser feriado no mundo inteiro, no Japão e Estados Unidos, para lembrar Hiroshima e Nagasaki, e a obscura escravidão imposta aos negros, nos paises africanos para lembrar holocaustos mensais, nos países da antiga União Soviética, para lembrar os massacres de dissidentes, nos países árabes para lembrar as ditaduras brutais e extinguir os fanatismos religiosos, em Israel para lembrar suas dores, suas perdas e, também, que seus primos-irmãos semitas são os árabes.

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