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12/04/2012 / Paulo Wainberg

Fidelidade e amor

Fidelidade é um imperativo ético, acima de tudo, portanto, imposta de cima pra baixo pelos organizadores da Moral. Pessoas que amam não traem o seu amor, por maior que seja a tentação. Não traem não é exatamente a palavra, porque quando se ama, a infidelidade sequer é cogitada. Qquando amamos, o foco de nossos desejos é a pessoa amada. O homem que ama uma mulher, jamais a trairá, por falta de vontade simplesmente. Não sente desejo, tesão ou qualquer interesse por outra mulher. Pode achá-la linda, gostosa, sedutora, atraente, mas não passará de uma observação estética, léguas distante de uma possibilidade erótica.

A questão da fidelidade aparece quando… falta o amor. E, para entender, preciso dizer que falo do amor integral, não de um sentimento afetivo por alguém que já foi amado integralmente e não é mais.

Mesmo assim, mesmo quando o amor integral há muito desapareceu, ninguém quer ser traido. Por que? Por que recusar ao marido ou esposa o direito de obter, com outros, prazeres que, entre eles, não existem mais?

Por ética, por preconceito, por superstição religiosa, por vergonha social, por outras mil razões, nenhuma delas remotamente próxima do amor integral.

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