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30/03/2012 / Paulo Wainberg

Pensamentos muito esquisitos

Este pensamento está se tornando quase obsessivo: Em abril de 2013 estarei com sessenta e oito anos e sete meses, a idade com que morreu meu pai, em 1984. Ficarei mais velho do que ele! Ora, até hoje meu pai é superior, minha segurança, meu modelo, mesmo após sua morte. Como, então, poderei ultrapassá-lo, pensar nele como em alguém mais moço do que eu? Acho que isto não deveria acontecer com ninguém,  não me parece justo, não me soa correto. Por isto tenho duas propostas à Natureza. Uma, que já reivindico há anos, é que após os trinta  nada mais se modifique em nossa aparência. Você faz trinta e vai ficar daquele jeito até o fim, excluindo apenas engordar e emagrecer, a critério de cada um. Mas nada de rugas, perda de cabelo, flacidez, cara de velho e essas coisas que azucrinam nossa vida. Agora acrescento outra sugestão, talvez a Natureza me ouça e acolha as duas: Todos nós morreremos com a mesma idade, a critério dela, Natureza, mas sugiro cento e vinte. Na véspera do seu aniversário você reune a turma toda, faz uma festa de despedida, vai dormir e não acorda mais. Simples assim. Uma coisa é certa, caso minhas sugestões forem aceitas, ninguém precisará mais pensar coisas desse tipo.

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