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28/03/2012 / Paulo Wainberg

Solidão

Escrevi, em um de meus livros de crônicas: “Solidão, solidão. Olho ao meu redor. A multidão”. Foi uma frase surgida assim, que gostei, não que estivesse me sentindo só, naquele momento. Hoje lembrei dela. Refletir sobre solidão é uma boa reflexão, se você não estiver assim sentindo, porque se estiver, não há reflexão possível. Sentir-se solitário é mais ou menos como sentir-se pronto para a morte. Não há multidão que nos tire desse estado. Com certeza uma única pessoa terá mais êxito na tarefa, do que milhares. O solitário caminha pelas ruas e a ninguém vê. De nada gosta. Nenhum entusiasmo, nenhuma perspectiva, apenas a angústia de sentir-se sozinho. Isto nos acontece quando, em determinado momento da vida, estamos em desacordo conosco. Não nos gostamos. E, portanto, não nos importamos… com nada. Da solidão à depressão, o passo é mínimo. Há um modo de nos livrarmos da solidão: Refletir sobre ela. Mas o solitário não reflete sobre nada, já disse acima. Portanto, aguentá-la, sofrê-la e deixar que ela suma. Porque, pode ter certeza, um dia você acorda, se olha e gosta do que ve.

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