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22/03/2012 / Paulo Wainberg

A minha amada

  Os olhos da minha amada

Não são verdes nem brilhantes.

São pequenos, quase nada,

Vesgos e irrelevantes.

 

A boca da minha amada

Não é doce como o mel.

É pequena, quase nada,

Seca e fina, um papel.

 

O corpo da minha amada

Não tem curvas voluptuosas.

Os seios são quase nada

E pernas nada formosas.

 

As mãos da minha amada

Não fazem carícias mis.

Os dedos são quase nada,

Duros e ásperos como giz.

 

Eu de perto dela não saio,

E de nada reclamo.

Ela é feia como um raio,

Mas… eu a amo.

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