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25/01/2012 / Paulo Wainberg

Letrinha

Ela me convenceu que era rainha e que

eu era o seu plebeu.

Ela me prometeu que eu seria seu rei,

herói e príncipe galante,

general do seu coração e eu,

acreditei.

Me danei, me dei mal, bastante,

mas homem não chora

e agora, azar o meu.

Ela me tomou posse,

me brincou, me levou pra dançar,

no carnaval.

Eu me derreti na sua mão,

bebi confete, comi serpentina e muito doce.

O que eu não sabia, não,

é que agora eu ia

ver o que é bom pra tosse.

Ela me desfrutou, tirou minha roupa

e me deixou de pé no chão.

E depois, sem cerimônia,

e nenhuma pompa,

condenou meu coração

à agonia.

Ela me abandonou

numa sexta-feira, às três da tarde,

bem na hora em que eu comprava

amores-perfeitos, beijos-de-donzela

e um frasco de Vintage,

para perfumar a noite que eu sonhava

ter com ela.

Me mandou um torpedo no celular,

quando li, não pude acreditar:

Meu bem, você dançou, eu vou partir.

Tentei afogar as mágoas no bordel,

mas não deu.

Ela foi cruel, tirou as estrelas

do meu céu,

e outras bobagens de amor,

que ditas assim, à granel,

são como palavras soltas, ao leo.

Mas homem não chora,

e agora, azar o meu.

One Comment

Deixe um Comentário
  1. silvia / Jan 21 2014 16:43

    Ainda bem, Paulo, que o que escreves nao tem a ver contigo.E mais, um poema…e só um homem,na vida real homem nenhum é esta vitima descrita aqui.

    Gostar

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