Saltar para o conteúdo
26/07/2011 / Paulo Wainberg

OS MALDITOS

UM COMENTÁRIO ESPECIAL DE UMA LEITORA MUITO ESPECIAL

 

OS MALDITOS

June Souza

 

 

Paulo, não farei uma “resenha crítica”, pois acho muito mais fácil falar com o coração, ok?!

No dia em que li a última página do livro (detalhe: olhos inundados) o Marco Túlio fez a pergunta de sempre: “e aí, o livro é bom?” Ele gosta de saber, pois quando é bom, me pede para contar a história (foi assim na faculdade também, quando eu estudava a matéria e ele ouvia meus resumos…).

Impossível contar uma história sem perder partes extremamente bem humoradas que só o leitor tem o prazer de usufruir. Então, de cara, quem escuta perde muito, mas diria algo aproximadamente assim:

O livro é ótimo! Ótimo pela história em si e ótimo pelo estilo, totalmente novo para mim. Precisei concentrar-me para lidar com o fato de ser narrado na primeira pessoa do plural. No início eu achava que esse “nós” era uma forma de indução, empatia forçada com o personagem principal. Era como se o autor tentasse fazer com que entrássemos na história, estabelecendo uma conexão com o personagem.  Com o desenrolar dos acontecimentos, naturalmente surge essa empatia.

Bem, a minha percepção desse “cara” foi irredutível, do início ao fim, uma espécie preguiça feminina com o “tipo”. Um homem movido pelos prazeres, pela conduta sem limites, pelo egoísmo e pela intolerância às frustrações.  Se ele não fosse tão divertido, ao lidar com todas as situações pelas quais passa, acho que teria raiva dele.

Meu momento de leitura, normalmente, me permite viajar com os personagens. E quando entro no mundo deles, a minha tendência é querer intervir nos desfechos (ok, minha natureza mandona está relacionada a essa “tendência”) e, várias vezes, eu me via supondo que a partir daquele momento, o “cara” iria acordar para vida e começaria realmente a viver no mundo real. Mas ele não aprendia nada, ele não fazia nada (no meu contexto) para ser feliz.

Fui caminhando com minha esperança até o final do livro, pois o conceito de felicidade é algo bem pessoal, tinha certeza que, de alguma forma, ele diria que foi feliz. Senti dó dele. Não tive como evitar “julgamentos”, ele era um coitado.

Chorei quando ele, pela primeira vez, falou na primeira pessoa. Ali ele estava “nu”. Talvez tenha sido o único e verdadeiro esboço de felicidade naquela existência.

Enfim, você foi genial em sua criação! As idéias podem transitar pela sua cabeça, como você mesmo diz, sem intenção alguma, mas a forma como você as articula e as disponibiliza para nós, leitores, é mesmo deliciosa. É um prazer ler o que você escreve!

Bjs

June

 

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: