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08/06/2011 / Paulo Wainberg

escritores e leitores

Escritores que falam muito, escrevem pouco.

Ao abrir um livro o leitor deve esquecer que existe um mundo lá fora e deve conceder à própria imaginação e expectativa de prazer a liberdade de imergir num universo paralelo onde o tempo só existe enquanto o livro está aberto e sendo lido.

Escritor que escreve pensando em leitor pode fazer um livro mas não faz literatura.

A arte é tão absurdamente solitária que o artista não tem amigos, não tem parentes, não tem ninguém. O artista está  sozinho no mundo enquanto cria e, após concluir a obra, percebe que continua sozinho.

A relação espaço-tempo de um livro só existe enquanto ele está sendo lido.

Escritores não tem domínio nem controle, escrevem porque não podem não escrever. Leitores, ao contrário, lêem quando e onde querem e entendem o que estão lendo do seu próprio jeito.

O extraordinário, na literatura, é quando o leitor descobre, no livro, coisas que o autor jamais pensou em dizer.

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