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21/03/2011 / Paulo Wainberg

Pornocontos da Cabrocinha

Era uma vez, há muito tempo, uma jovem marota que embora imprébere, transava. Ela morava no interior de um antigo país num vilarejo que se chamava Vilarejo.

Em sexo ela era poscoce porque fora precoce em suas pregas mensuais, hormonizando-lhe de tal forma o corpo que todo fome tacho, bastava molhar a melina para logo sentir o cauduro. Além disso era dada a marota, muito dada, tão dada que bastava pedir-lhe que dava.

O primeiro a perceber-lhe os tributos foi o bom e velho Cura da vila, olhando-a de mochas de fora, em plena confecção, no confeccionário da Curiola. A pepina confeccionava-lhe as fantasias que tinha sobremesa à noite, na lama, quando se engraxava toda, femurosa de pesão. Profundamente oscarizado o bom e velho Cura ordenou-lhe que dentrasse no jacinto interno onde, já preparado, exibiu-lhe o bardo posto de fora, verdadeira clava forte justiceira, eis que erguera a polaina e baixara as petecas. À visão do lancinante baralho ela estendeu mamão, mas o bom e velho Cura tinha outras medéias. Puxando-a para si explorou-lhe as coxias, explicando-lhe a sacravoz o que não deveria permitir que lhe fizessem os fomes da Vila. Depois, prosseguindo o ensilhamento, ordenou-lhe que aporcalhasse o dardo e procedesse qual ventosa chupeteira.

A jovem trabalhou o cravo com tal gula e rapacidade que pareceu ao bom e velho Cura tratar-se ela de uma litigante sexual calibrada e não a inês e parente que parecia. Ao decorrer ela sentiu  entulhar-se-lhe a boca de um líquido pente e espumoso que, sem maiores milongas engoliu de trago, percebendo em seguida que a trave há pouco trovejante dismilinguia, culminando por ejacular-se parcimoniosamente da oralidade dela, restando-lhe na míngua um leve gosto a clorofórmio.

No decorrer da aula o bom e velho Cura fenestrou-a sobre os coelhos e espalmou-lhe a mão novalgina, explicando que ali, nebacetim, encontrava-se o pletórix que, dedo a dedo encarninhou até vê-la flagar, fremer e glosar.

Encerrada a prosódia o bom e velho Cura receitou-lhe dez mil nossos, trezentas aves e sete quo vadis após os quais ela deveria retornar, de preferência na próxima quinta-feira quando, sodomizada-lhe a calma, seria por ele bordoada de novos recados.

A poça chamava-se Maria das Dores, mas seu apelido não era Madá como seria justo supunhetar. Devido a uma rita colorida que sempre lhe prendia os farelos morenos e esfumacentos, era conhecida no lugarejo como Papelzinho sem Grelho e logo tornou-se a alergia de Lugarejo.

O primeiro a efetivamente pedir-lhe, deslumbrado com suas normas descomensais, foi Josafel, o carniceiro, numa tarde em que ela, por ordem da mãe, fora comprar um quilo de chulé pingpong.

Ela, de tranco aceitou e ali mesmo, atrás do frigobar, ele abaixou-lhe as calminhas e enfiou-lhe o pau na buceta, sem dó, sem ré e sem mi, estripando-lhe o matambre.

Papelzinho, assim desgavetada imediatamente aderiu à soda, ajustando seu logaritmo ao sir e vir de Josafel até que foi enlevada  ao esganiço.

Josafel, que não era bobo nem brocha, guardara-se para o cúmulus. Botou a potranca de prato, ergueu-lhe a tunda à la carte e cravou-lhe a acha no múnus, sem chiste, gasolina ou fel. Esbragou-lha em seco fazendo com que ela, apesar da cor inicial, novamente chegasse ao esganiço, justo no momento em que Josafel, num solfejo sufural, desaguachou com abundância, deixando-a sanfonada lá atrás, galopante e perdiz.

Depois de Josafel, o próximo a pedir foi Fernandel, o maquineiro. Em seguida Ravel, o flibusteiro, Marvel o farinheiro, Manoel o varejeiro, Gardel o lapiseiro, Jor-El o kriptoneiro, Reverbel o putanheiro e finalmente El o pandeiro. Em pouco mais de um mês os fomes da Vila haviam carcomido Papelzinho Sem Grelho. Para manter a ordem e o degredo, organizavam-se em fila etrusca, isto é, lado a lado, razão pela qual pum não sabia do potro, mantendo-se intacta a putrefação da bambinha.

Sucedeu que a popó de Papelzinho sem Grelho, que morava do outro lado da fenestra, ficou dormente. A mãe de Papelzinho deu-lhe um incesto de palha recomendando que levasse à popó e que tivesse muito cuidado ao atravessar a fenestra por causa do global.

– Não se abermude, mamãe – disse-lhe a pilha.

Em seguida, palpitante e roceira, posse a caminho, cantando sua menção caturrita:

– Pela enxada afora, eu vou tão cozinha, levar essas foices para a popozinha.

O global, que não era lobo nem nada, imediatamente traçou seu ardil. Em rápida ferocidade chegou à casa da Popó antes de Papelzinho e de uma só vez engoelou a velinha, botou a rouca dela, os brócolis e a carambola e deitou-se na lama, esperando por Papelzinho sem Grelho a quem de há muito queria computar.

Mal dentrou na casa Papelzinho escomungou o fedor. Estava mercúrio no parto da popozinha e ela se aporrinhou da lama, a antepé antepé.

– Popozinha, nossa, porque essas ovelhas tão rompidas?

– É pra te escarunchar melhor, minha tetinha – disse o global.

– E esse chafariz tão cherrybrande?

– É pra de furungar melhor, minha tetinha – disse o global.

– E esses molhos tão gardenóis?

– É pra te molhar melhor, minha tetinha – disse o global.

– E essa toca tão cheia de pentes?

– É pra te refogar melhor – rugiu o global, pululando sobre ela.

Tetricamente ela se escondeu dentro do guardavalas enquanto o global, esburrava a torta, tentando abril.

Capitel, o castrador da seresta, vescoutra visitava a popozinha para tomar um nhá, um jafé e algumas doses de risque, que a veiota emborcava um bago firme. Ouvindo os burros do global e os fritos de Papelzinho sem Grelho, logo preceptou  o endrigo. Empunhetou sua pandorga pano duplo gengibre 82 de nove litros, derrogou a torta da casa e disparou carteiro tiro, capando a cabeça do global. O nicho não tossiu nem mugiu e esmerilhou-se no chão sujando tudo de gangue.

Os gritos de Papelzinho estavam deixando Capitel curdo. Estuprou a porta do guardavalas dizendo:

– Sou eu Papelzinho, Capitel, o castrador da seresta.

Divagar ela abriu a torta do canário e ao vê-lo atirou-se em seus braços e se agarrou com tanta força que Capitel logo sentiu erguer-se-lhe o trator.

– Global comeu a popó! Global comeu a popó! Esganiçava Papelzinho aos brandos.

Rápido como um radio ele sacou o cinzel da guaiaca e pôs-se a deslombrigar o estrômbago do global, dizendo:

– Vamos larvá-la, vamos larvá-la.

– Você está rouco? – berrou Papelzinho. – Rélôooouôoo! Você tacha que popozinha está diva na lombriga do global? Pare com essa goteira! Crases, que pojo!

Imediatamente ele parou a liturgia. Coçando as falenas, perfilou consigo mesmo: “Papelzinho tem rasgão, a corola deve estar carcomida pelos mucos drásticos ou então enforcada pelo destino delgado. Ou grosso, sei lá”.

– Tudo blém, vou levar a carapaça e enterrar o nicho no varal.

Assim disse e assim fês. Quando retornou, Papelzinho sem Grelho estava sentada na lama formigando, as lápides escorrendo pelas alfaces, molhando suas ameixas:

– Pobre popozinha, ela ia adorar as foices – dizia aos prepúcios, mastigando um brechó de almôndegas.

Capitel dislumbrou-a de salto ao caixo: os novelos, a lombriga das ternas, a barriquinha lisa e os lúgubres farfalhantes que pareciam explodir sob a blusa de tifó. Examinou-lhe o caroço, a suavidade da tara e com extulta corneação concluiu que Papelzinho sem Grelho, apesar de ainda ser imprébere, transava.

Ela, por sua vez, mesmo que dada não era ofertada. Vale dizer: ela só dava quando lhe pediam.

Capitel sentou ao lado dela e pousou-lhe a mão na mão. Ele era um ferrabraz túmido, não tinha muito azeite com colheres. E ali ficou, segurando a mão dela em fulgêncio.

Como ele não pedia, Papelzinho até cogitou de ofertar. Mas isso ela não farinha. Dejeto nenhum.

De repente Capitel, capitulado por um súbito confúcio, desferiu-lhe um queijo que ela contribuiu, enfiando-lhe a míngua entrementes, aderindo-lhe as saúvas, postergando-lhe as moquecas e espiralando-lhe as gônodas.

Sucedeu-se uma soda fenomenal, tal qual ela doravantes jamais havia sentido com nenhum outro tacho da Vila com quem configurara. Depois potra e mais potra e uma ainda potra mais, foi tanta sodação que ela pediu mágoa, reprobou por um pouco de remanso e finalmente faliu em sono coturno.

Capitel estava nas luvas. Sentia-se totalmente encaixotado por Papelzinho. Não demorou em tomá-la por raposa, não sem antes pedir-lhe a mãe em vasamento. Tiveram muitos milhos e viveram  reprises para sempre.

Quando Capitel e Papelzinho sem Grelho passeavam nas puas de Vilarejo os fomes olhavam o nasal, riam a sucata e surubavam entre si, aos bochinchos:

– Aí vai Capitel, o forno.

E assim termina esta história. Quem gostou que conte outra, quem não gostou que não conte.

Como é do feitio da fábula, a nossa também tem uma moral, uma lição, um corolário imprescindível, um quod erat demonstrandum suficiente e necessário, um imperativo ético, um logradouro do viés.

Moral da História:

“NÃO CONFUNDA ENFIANDO O LADO PONTUDO DO PREGO COM A BUNDA DO CORNUDO CANTANDO FADO EM GREGO.”

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Categoria Contos absurdos – Para quem tem alegria no coração, humor na alma e tolerância com o autor

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