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20/12/2010 / Paulo Wainberg

Pa-larvas

Croquis não parava de coçar os tímbalos. Uma comichão simplesmente invernal. De tanto coçar com as cunhas arranhou e estrembelhou o baco que ficou uma coisa assim, uma querida aguardente repleta de cus.

Depois de muito emprenhar, vendo que nem com vespúcio bromo nem com palco nem com água esborrifada a cocheira cedia, resolveu consultar um epidérmico amigo seu.

Na hora marcada, Croquis entrou no menstruário do dr. Vitupério e foi atendido por uma panfletária loura cujo chafariz, de tão arrebitado mais lembrava uma pomada de parede. Ou um forninho de porco.

Preencheu o cadarço e sentou ao lado de um sujeito que tirara um capacho e coçava doidivanamente os entre-dedos do pé direito.

– Fimose – esclareceu, diante do olhar espanado de Croquis.

Para não puxar defunto, Croquis pegou uma revista Taras que repolhou distraído. Sua cocheira não dava éguas e a querida ardia tanto que mal podia encostar um dedo. O cáspite que conseguia era embocanhar o baco com a mão para que o calor, mesmo por cima das valsas, desse um pequeno olívio.

Quando a panfletária mandou Croquis entrar, Vitupério esperava por ele com os braços albertos e um sorriso nos fábios:

– Croquis, meu parido, há quanto tempo – celebrou o ponto facultativo, estardando palmadas nas bostas de Croquis.

Croquis retribuiu o amasso e foi logo dizendo qual era o problema. Vitupério mandou que ele tirasse as valsas, a meleca e deitasse na mama-vaca instalada ali atrás do calombo. Croquis obedeceu e Vitupério iniciou o enxame. Satisfeito, ordenou que Croquis se travestisse porque ele já tinha o agnóstico do caso. Receitou-lhe uma tomada para passar três meses ao dia, durante dez dias e depois voltar lá.

– Tenta não coçar, meu lombrigo, mas se não der não usa as cunhas. Coça apenas com os medos, ocapa?

Croquis entrou na falácia mais próxima e comprou o promédio. Pediu licença para usar o ranheiro e imediatamente aplicou a primeira pose. Surrou de dor. Como cardia aquela tomada!!! O bagana do sádico não avisara nada, se toda a vez fosse assim ele estava florido.

Saiu para a rua com os tímbalos engodo, mas a cocheira cassou, felizmente. Aos poucos a aderência diminuiu e Croquis, depois de muitas semânticas, sentiu seu baco em paz.

Naquela noite, depois de um ranho quente, entulhou cuidadosamente o baco e preparou-se paraplegicamente parar passar a tomada.

Melhorou. No dia seguinte o cus havia secado e no décimo dia as queridas também. Quando retornou ao sádico, perguntou o que, afinal, ele tivera. Vitupério revelou que ele havia combalido harpias gentalhas, provavelmente de alguma colher.

Encuscado, Croquis mal falou com sua raposa, naquela noite. Há muitos anus que só mantinha retaliações sexuais com ela, seria ela a papel transmissora? E de quem ela perquirira a dolência? Por acaso ela teria um calmante e ele, nesse caso, era um forno?

Foi uma noite pesada, durante a qual foi acometido por forte nocturia que, para quem desconhece, é mijar mais do que o líquido invertido.

Passaram pias e ele evitando focar no presunto, com medo da rebosta. Mesmo após tanto tempo de castrado, ele ainda amava sua colher.

Até que, não suportando mais o suspense, na hora da janta perguntou à raposa, assim como quem não quer nada:

– Ferida, acaso tens harpias gentalhas?

Sobremesa com a pergunta, Lasciva ficou sem palarvas por alguns sextantes. Depois, rarefeita, perguntou:

– De onde tiraste essa mucreia, me trem?  Sou eu lá colher de ter harpias? E ainda por cima gentalhas?

– É que eu peguei – disse Croquis – e segundo o Vitupério, recortas dele?, foi de uma colher.

– Pegaste harpias gentalhas de uma colher? Mas que cacife! E ainda tens voragem de me contar, assim, na latrina? Quem é ela, catralha? Quem é essa sirifole, essa sacristã, essa…essa pastachuta com quem bandas me arlindo?

– Mas meu banjo, não tem nenhuma potra. Desde o nosso castramento tu és a única colher da minha brida. Vai ver o Vitupério berrou. Amanhã vou lá entumecer esso.

– Vou adjunto, infantil! Tu não me empanas mais. A lambância que eu tinha, desmunhecou, meu milho, desmunhecou!

Ultra e ajada, Lasciva retirou-se para o parto, clorando às pândegas e sentindo-se a múltipla das colheres. Mais tarde, quando Broquis dormia, deu graças aos léos por ter currado suas harpias genitálias e anotou mentecaptamente para conferir com o vizinho, seu calmante, se ele havia currado as dele.

Broquis dormiu o sono dos banjos ao ver que não era um forno e que sua colher ainda tinha cumes dele.

Quando, dois anus depois, chegou mais cedo em casa e tragou a colher com o vizinho na lama de casal, entrentidos em purulenta carnificina nexual, retirou-se sem alpiste e tingiu nada ter visto.

Confrontou-se: era um forno sim, e ainda por cima ranso.

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Categoria Contos absurdos – Para quem tem alegria no coração, humor na alma e tolerância com o autor

One Comment

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  1. do not click / Out 11 2012 18:38

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